Priscila Loch
Tubarão
Muita coisa mudou mesmo que pouco tenha mudado desde 2000 no quesito mobilidade urbana. Confuso? Parece, mas é fácil de entender. O número de veículos cresceu absurdamente em todas as cidades da região de Tubarão, inclusive naquelas onde houve redução populacional ou desmembramento de distrito emancipado. Em contrapartida, são insignificantes as alterações feitas para melhorar o trânsito e, consequentemente, a qualidade de vida.
A Cidade Azul, por ser polo em saúde, educação e comércio, por exemplo, tem quase 85 mil veículos registrados no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), mas recebe diariamente carros de toda a região. Debates foram realizados no decorrer desta uma década e meia, os principais problemas apontados, as soluções indicadas. Infelizmente, pouco saiu do papel.
Por estes motivos e também pelo alto preço dos combustíveis, mais pessoas têm deixado os carros em casa e buscado transportes alternativos. As opções mais buscadas são o ônibus e a bicicleta. Mas aí vêm os empecilhos.
Faltam ciclovias e locais seguros para guardar as bikes. Sobra poeira e desrespeito por parte dos motoristas e motociclistas. Para os usuários do transporte coletivo, as principais dificuldades são os valores das passagens e a falta de locais adequados para esperar na rua.
Ainda falando de Tubarão, o projeto de revitalização das beiras rio também é algo distante da realidade. Idealizado há cerca de dez anos, previa ciclovias, passeios para pedestres, quiosques, academias ao ar livre. Desengavetado e reformulado, agora a promessa é que começará a ser executado este ano.
Outras pendências são a licitação do transporte coletivo, adiada algumas vezes, e a nova ponte no centro da cidade, nas proximidades da antiga rodoviária. Ambas são essenciais no processo de melhoria da mobilidade urbana.
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